Estou feliz em compartilhar esse momento de mostrar o "ENVELOPE DO CORPO" - "DOBRAS CORTES SEGURANÇAS"... onde materializo o nome do meu trabalho de artes.....
Obrigado pelo carinho sempre!
No convite minha filha Mariela...
bjinho.
Rosane Morais
terça-feira, 28 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
ARTE + ARTE - Transversalidades / 2011
Já está no ar o edital do ARTE + ARTE 2011! Participem!!!!!!!
O convite, que vocês veem abaixo, esse ano, para mim é muito especial; pois foi escolhido um detalhe, um pedaço, uma imagem, do meu trabalho para criar a arte.
Fico muito contente e agradecida!
O convite, que vocês veem abaixo, esse ano, para mim é muito especial; pois foi escolhido um detalhe, um pedaço, uma imagem, do meu trabalho para criar a arte.
Fico muito contente e agradecida!
terça-feira, 31 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Vestido conexão - Revista Cláudia maio/11
Quero compartilhar com meus queridos amigos este momento de alegria.
A Revista Cláudia deste mês publica uma nota na página 24 sobre uma de minhas
criações. É uma alegria imensa ver o trabalho reconhecido por esta reconhecida revista.
Aproveito para expressar meu carinho a todos aqueles que de uma maneira ou de outra são parte desta conquista.
Rosane
terça-feira, 22 de março de 2011
Rosane é uma artista plástica gaúcha que tem este magnífico trabalho sobre dobras, cortes, seguranças.
Ela fala da roupa como sendo uma segunda pele da qual “…cobre, envolve, abraça, protege a primeira pele”. Primeira pele esta que é a do nosso prório corpo chamada por ela de “a trama da vida”.
O fio e a linha por ela é assimilado como linha do tempo. À qual a artista compara com nossa pele – na qual deixamos marcas, recordações, lembranças. Em forma de cicatrizes, manchas, rugas… nossa roupa seria tal qual nossa vida. Em suas palavras, ao explicar sua pesquisa, ela conta: ‘É como nossas vidas. […] a primeira pele traz recordações, saudades, apego, rituais de passagem […].
Propondo então uma roupa com dobras ao invés de costuras, trava de segurança ao invés de pontos, Rosane é mais do que uma estudiosa da pele. Ela é uma autêntica artista. Com seu trabalho regressou no tempo antes da era do vestir-se; nos libertou das regras, do padrão do acabamento, da costura que nos aprisiona para nos trazer, em pleno século vinte e um, a liberdade dos primórdios. Onde o pano tinha exclusivamente a função de cobrir o corpo. Nos seus vestidos encontramos toda essa função primordial com muita bossa e contemporaneidade.
Acreditei tanto no trabalho da Rosane, achei ele tao singular, que aproveitando a oportunidade de estar em São Paulo, eu e a Nicole fizemos uma produção com um dos vestidos e ela foi ao trabalho com ele, pois eu sabia que ia dar o que falar. A Nicole ligou da Abril dizendo que precisou desfilar por todos os setores da editora. E não é que o tal vestido tinha causado o maior alvoroço mesmo! Então surgiu a possibilidade de fazer um artigo na revista Claudia. Preparem-se porque daqui a uns dias talvez possamos ver a artista nas páginas da revista. Deixarei vocês informados da sequência dessa história.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Cicatrizes, texto de Daisy Viola
Cicatrizes visíveis foi o ponto de partida.
Marcas deixadas por ferimentos, cirurgias, queimaduras, filhos, sol. Registros de vida com os quais nosso corpo tem que aprender a conviver. E nós também. Podemos optar pelo disfarce, ou ainda, tecnologias mirabolantes que eliminam com algum toque de magia, estes “defeitos” que recebemos de presente da vida. Bem, existem aqueles que provocam suas marcas para marcar sua presença, e assim, se destacar num universo de todos muito iguais. Aqui encontraremos tatuagens, e outras formas de cicatrizes “fabricadas” para que o corpo se transforme numa espécie de página a ser lida: olhe, eu estou aqui e sou diferente de você e dos outros.
A partir desta idéia proposta para um grupo de alunos-artistas no Atelier Livre de Porto Alegre, Rosane começa a pensar nas marcas deixadas pela passagem do tempo sobre a pele, ou melhor, sobre as peles, porque o trabalho começa a se desenvolver sobre a pele que envolve a superfície de tudo. Então encontraremos flores,frutos e folhas que são recolhidas e guardadas com ar, num processo de secagem que transforma sua aparência,cor e texturas,ou, dentro de vidros fechados, sem ar, onde acompanhamos um apodrecimento natural que modifica a aparência e a nossa relação com este elemento, que de um prazer contemplativo com aquele belo pêssego,por exemplo,passamos a diversos tipos de repulsa e curiosidade de como será amanhã.Esta pergunta nos remete imediatamente ao espelho,que por mais que tentemos,insiste em não nos responder.
Aqui, Rosane entra pelo espelho, e, com coragem, usa suas fotos, espécie de pele de sua memória que nos conta sua vida. Resgatando tecidos, linhas e bastidores que carregam marcas da sua história e das mulheres que a rodeiam, ou fizeram parte do seu mundo.
Falando em mulheres pensamos em vestidos. Rosane também. Aqui, surgem vestidos cortados em círculo, dobrados, mas não costurados. Para que?São vestidos inteiros, que quando usados, são modelados com seguranças, que podem mudar de lugar quando quisermos ou o corpo seguinte exigir.
Vestidos brancos, simbólica e puramente brancos. Não por muito tempo, pois ali serão depositadas histórias, estórias, idéias de vidas que sentem a passagem do tempo e ali registram suas marcas ou impressões do tempo que passou. Sonhos também valem.
Detalhe final e importante: os vestidos são de cetim. Tecido que, quando toca a pele provoca imenso prazer, sem se importar com quanto tempo se passou.
Daisy Viola
Artista plástica, instrutora de arte, diretora do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre
Marcas deixadas por ferimentos, cirurgias, queimaduras, filhos, sol. Registros de vida com os quais nosso corpo tem que aprender a conviver. E nós também. Podemos optar pelo disfarce, ou ainda, tecnologias mirabolantes que eliminam com algum toque de magia, estes “defeitos” que recebemos de presente da vida. Bem, existem aqueles que provocam suas marcas para marcar sua presença, e assim, se destacar num universo de todos muito iguais. Aqui encontraremos tatuagens, e outras formas de cicatrizes “fabricadas” para que o corpo se transforme numa espécie de página a ser lida: olhe, eu estou aqui e sou diferente de você e dos outros.
A partir desta idéia proposta para um grupo de alunos-artistas no Atelier Livre de Porto Alegre, Rosane começa a pensar nas marcas deixadas pela passagem do tempo sobre a pele, ou melhor, sobre as peles, porque o trabalho começa a se desenvolver sobre a pele que envolve a superfície de tudo. Então encontraremos flores,frutos e folhas que são recolhidas e guardadas com ar, num processo de secagem que transforma sua aparência,cor e texturas,ou, dentro de vidros fechados, sem ar, onde acompanhamos um apodrecimento natural que modifica a aparência e a nossa relação com este elemento, que de um prazer contemplativo com aquele belo pêssego,por exemplo,passamos a diversos tipos de repulsa e curiosidade de como será amanhã.Esta pergunta nos remete imediatamente ao espelho,que por mais que tentemos,insiste em não nos responder.
Aqui, Rosane entra pelo espelho, e, com coragem, usa suas fotos, espécie de pele de sua memória que nos conta sua vida. Resgatando tecidos, linhas e bastidores que carregam marcas da sua história e das mulheres que a rodeiam, ou fizeram parte do seu mundo.
Falando em mulheres pensamos em vestidos. Rosane também. Aqui, surgem vestidos cortados em círculo, dobrados, mas não costurados. Para que?São vestidos inteiros, que quando usados, são modelados com seguranças, que podem mudar de lugar quando quisermos ou o corpo seguinte exigir.
Vestidos brancos, simbólica e puramente brancos. Não por muito tempo, pois ali serão depositadas histórias, estórias, idéias de vidas que sentem a passagem do tempo e ali registram suas marcas ou impressões do tempo que passou. Sonhos também valem.
Detalhe final e importante: os vestidos são de cetim. Tecido que, quando toca a pele provoca imenso prazer, sem se importar com quanto tempo se passou.
Daisy Viola
Artista plástica, instrutora de arte, diretora do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre
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